Quinta-feira, 26 de Março de 2009

 

“Quem sofria mais era o Maheu. Lá em cima, a temperatura chegava a elevar-se a trinta graus, o ar não circulava, a sufocação tornava-se insuportável com o tempo. Para ver, tivera de pendurar a lanterna num prego, junto da cabeça; e essa lanterna que lhe aquecia o crânio, acabava de lhe esquentar o sangue. Mas o suplício agravava-se principalmente com a humidade. A rocha, por cima dele, a poucos centímetros do rosto, estava a escorrer água, grossas gotas contínuas e rápidas, saindo numa espécie de ritmo teimoso, sempre no mesmo sítio. Por mais que ele torcesse e tombasse a cabeça, as gotas pingavam-lhe na cara, esparrinhando e batendo sem descanso. Ao cabo de um quarto de hora, estava ensopado, coberto de suor, fumegando como uma barrela. “
 
Germinal, Émile Zola
 
Este romance descreve as condições de vida sub-humanas de uma comunidade de trabalhadores de uma mina de carvão na França. O objectivo destes trabalhadores era obter condições de vida e de trabalho mais favoráveis e para tal organizam uma greve geral…e mais não digo.Uma leitura um pouco pesada mas o enredo é apaixonante. Prende-nos até ao fim, pura e simplesmente. Não seria de esperar outra coisa de um romance escrito por um escritor que passa dois meses a trabalhar como mineiro na extracção de carvão para se familiarizar com o meio. Excelente para aumentar o nosso vocabulário. MUITO BOM!
Prof. Paula Marques 
 

 



publicado por leraprenderecrescer às 11:37
no Agrupamento de Escolas de Oleiros
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