Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

 Os cientistas da AIVET encarregaram Orlando de ir ao passado estudar o terramoto que no dia 1 de Novembro de 1755 sacudiu e quase destruiu por completo a cidade de Lisboa. Ana e João quiseram acompanhá-lo e partiram com um mês de antecedência. Por isso tiveram oportunidade de conhecer várias pessoas daquele tempo e acompanharam momentos importantes da vida de cada um. João ligou-se ao filho de um ladrão famoso, o Lobo. Ana apaixonou-se por um rapaz de origem francesa. Ambos se envolveram na vida de uma família riquíssima e muito antiquada que não deixa as filhas escolherem noivo e quer obrigá-las a casar à força com homens muito mais velhos. Ana e João, completamente deslumbrados com tantas experiências, quase se tinham esquecido da data fatídica. Mas o dia do terramoto aproximava-se, eles tinham que recolher à máquina do tempo para assistirem a tudo sem sofrerem nada.
A aflição tornou-se ainda maior por já terem amigos e não poderem preveni-los da catástrofe, mas é absolutamente proibido aos viajantes no tempo alterar o destino das pessoas e interferir na História.

 

 

«— Ana! — berrou o João, cravando-lhe as unhas no braço. — Ana!
      Lívidos de pavor, viram então a cidade ondular, agitar-se numa dança infernal. Palácios, igrejas, casas, cúpulas, torres, moviam-se como uma seara ao vento.
      Durante seis minutos intermináveis Lisboa oscilou, rasgou-se, abateu-se como um castelo de cartas. O estrondo daquele mundo que se resolvia numa avalanche de pedra abafou o clamor pavoroso, a gritaria, o desespero de quantos sofriam as horas terríveis do cataclismo.
      — É o fim do mundo! É o fim do mundo!
      Assombrados com o espectáculo, nem utilizaram o binóculo. As pessoas atropelavam-se para alcançarem lugar seguro. Mas o solo estalava, abria brechas medonhas de onde saíam nuvens de vapor fedorento. As paredes rachavam, os tectos abatiam, as janelas rebentavam, os vitrais estilhaçavam-se, os sinos de bronze precipitavam-se do alto dos campanários, esmagando homens, mulheres, crianças e animais que, prisioneiros do entulho, não conseguiam dispersar.
      De repente levantou-se um vento furioso, que avivou as primeiras chamas. O fogo alastrou então em vários pontos da cidade, devorando tecidos, madeiras, palheiros, telhas, sobrados, numa voragem sem fim!
      — O fogo está a chegar ao castelo!
      — A pólvora vai rebentar!
      — A colina vai explodir!
      — Deus tenha piedade de nós!
      — Para o Tejo! Para o Tejo! — gritou alguém. — Só à beira do rio é possível escapar.
      Uma multidão aterrorizada correu para a margem. Espezinhavam-se uns aos outros na ânsia de salvarem a pele. Mas não tardaram a recuar espavoridos. As águas erguiam-se em fúria. Violentos remoinhos sugavam barcos pequenos e grandes arremessando-os de encontro ao cais, onde se despedaçavam.
      Depois, um sorvedouro do inferno inverteu o movimento das águas e o rio quase desapareceu, deixando a descoberto um fundo de lodo onde se debatiam peixe e irrompiam jactos de enxofre por entre lama viscosa, a borbulhar.
      Durante alguns instantes ninguém se moveu, tal era o horror que sentiam. E a pausa seria fatal! Uma onda gigante crescia do fundo do oceano. Enorme, escura, enrolou-se no ar e abateu-se sobre a cidade com um fragor inacreditável. Rolando sobre si mesma, arrastou consigo num torvelinho alucinante tudo o que encontrou à passagem.
      Os dois irmãos tremiam da cabeça aos pés. João tinha o corpo encharcado em suor e Ana chorava em silêncio.
      — O tsunamis!
      — Que horror! Que horror!
      Orlando parecia um autómato de roda dos aparelhos. Acertava agulhas, tomava notas, fazia medições. Nem uma única vez se voltou para eles mas assim que pôde abandonar o trabalho abraçou-os com força e não disse nada.
      — O meu amigo Jácome salvou-se — repetiu a Ana com voz sumida —, salvou-se.
      — Viste-o?
      — Sim. Fugiu pelo telhado. Teve sorte.
      — Eu vi o Lobo.
      — Quem é o Lobo? — perguntou o Orlando.
      — É um ladrão. Estava preso.»

(in O Dia do Terramoto - Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, pp. 178-181)

 

 

Se queres saber como termina esta história vai à Biblioteca da Escola e requisita o livro.

 

BOAS LEITURAS!! 

 



publicado por leraprenderecrescer às 22:35
Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Cidade alemã volta a precisar de flauta mágica para eliminar praga de ratos 

A cidade alemã de Hamelin que, segundo a lenda, foi um dia libertada de uma praga de ratos por um flautista, está novamente inundada de roedores. De acordo com as autoridades municipais, o número de ratos já começou a invadir os jardins desta cidade.
Um depósito de lixo nesta cidade alemã está a atrair um número significativo de ratos.
As autoridades de Hamelin afirmam que os roedores estão a invadir os jardins daquela região e que ninguém sabe ao certo como agir.
Os moradores tentam encontrar uma solução, mas a tarefa não se avizinha fácil, porque a câmara municipal da cidade já fez saber que não pode espalhar veneno pelos jardins.
Esta cidade vive, de facto, a história dos irmãos Grimm, que criaram a obra “O Flautista de Hamelin”. Segundo esta lenda, um flautista livrou a cidade dos ratos, através do som mágico da flauta, ao qual os animais não resistiam, e levou os ratos até um rio onde depois se afogaram.
Desta vez, poderá ser necessário mais do que música para acabar com esta praga de ratos.

 

Fonte: TSF - Rádio



publicado por leraprenderecrescer às 17:16
Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

 

A escola foi assaltada logo no princípio do ano. Mas, para grande espanto de todos, os ladrões não levaram nada. Seria uma partida dos alunos? Seria obra de um maluquinho? Puseram-se muitas hipóteses, mas nada se descobriu. Os professores, os empregados e até a polícia tentavam deslindar aquele mistério. Mas quanto mais tentavam maior era a confusão...

 

«— Quem? Mas quem?
   — É inacreditável!
   — Inconcebível! Sou professora há vinte anos e nunca vi nada parecido!
   — Palavra de honra, que não posso imaginar qual foi a ideia!
   — Uma coisa assim!
   — Quem é que pode ter feito uma coisa destas? Mas quem?
   Naquela manhã, parecia que um vento de loucura tinha varrido a escola. Os professores discutiam acaloradamente ao cimo da escada e em grupos, espalhados ao acaso. Os empregados andavam de um lado para o outro, a gesticular, a bramar, a barafustar. Pareciam furiosos e assustados também... Os alunos corriam todos na mesma direcção, chamando os colegas:
   — Anda ver!
   — Que barraca!
   — Quem terá sido?
   A balbúrdia era enorme! As gémeas pararam surpreendidas. Que seria aquilo? Já tinha tocado, mas ninguém parecia importar-se, o que lhes dava muito jeito, porque, nessa manhã, o despertador não tinha funcionado e elas vinham com medo de já ter falta. Mas, o que quer que estivesse a provocar aquelas reacções, devia ser bem grave!
   — O que é que terá acontecido, ó Luísa?
   — Sei lá! Coisa boa é que não foi...
   Tentaram perguntar a um colega, mas ele limitou-se a dizer:
   — Venham daí, venham...
    As gémeas encolheram os ombros e seguiram-no, escada abaixo, curiosas.
   — Parece que...
   A Teresa parou, estupefacta. Não era para admirar que a escola estivesse naquele desvario!
   A toda a volta de um dos pavilhões, alguém tinha escavado um fosso! Tinham mesmo furado o cimento que havia na frente e num dos lados, e, com ferramentas poderosas, tinham aberto uma espécie de vala durante a noite!
   — Isto é espantoso! — murmurou a Luísa, mal acreditando no que via.
   — Para quê? Mas para quê? — repetia uma professora ali ao lado.
   Realmente, não se entendia a finalidade daquela obra absurda. A escola em peso concentrava-se ali, sem saber o que pensar. Toda a gente discutia o assunto, toda a gente dava palpites, trazendo para a conversa ideias perfeitamente loucas! E os mais novos, divertiam-se, radiantes, a saltarem sobre o fosso, ora tomando balanço para atingir a porta do pavilhão ora saltitando a pés juntos, de dentro para fora e de fora para dentro. Como tinha chovido de madrugada, no fundo do fosso havia uma altura de água que tornava os saltos ainda mais excitantes. Quem caísse lá dentro, caía à água! Talvez por isso, um dos rapazes lembrou-se dos castelos rodeados de água por todos os lados, com uma ponte levadiça na porta principal... E, sem dizer nada a ninguém, correu em busca de uma tábua grossa e larga que pudesse servir de ponte! Como ali perto havia um prédio em obras, não lhe foi difícil encontrar o que queria. E, exultante com o seu achado, estendeu a tábua sobre o fosso, e gritou, correndo-lhe por cima:
   — Ao ataque! Ao ataque! Vou conquistar este castelo!
   O desafio não ficou sem resposta. Em poucos instantes, tinham-se formado vários grupos, uns da parte de dentro, a defender, outros da parte de fora, a atacar, agitando paus, usando mochilas a fazer de escudos, tudo na maior algazarra.
   — Morte ao inimigo!
   — Ah, cães! Ah, cães!
   — O castelo é nosso! É nosso!
   A Teresa e a Luísa observavam aquilo tudo, deliciadas! Estava uma manhã linda, de Outono. Um ventinho fresco dispersara um pouco as nuvens, que se amontoavam no céu, tomando formas esquisitas e várias tonalidades, desde o branco muito branco até ao quase cinzento.O céu via-se às tiras, de um azul luminoso e brilhante. E o Sol derramava raios dourados sobre aquela cena louca, que os miúdos animavam com os seus gritos, simulando guerras.
   E a certeza de que a primeira aula já lá ía, pois faltavam poucos minutos para tocar, ajudava a tornar aquela manhã de escola numa manhã inesquecível.
   — Que paródia, Luísa!
   — Mas quem é que terá feito uma coisa destas?
   — Parece que isso é o que está toda a gente a perguntar!»

 

(in Uma Aventura na Escola, pp. 24-26)

 

Se queres saber como termina esta aventura vai à Biblioteca da Escola e requisita o livro.

 

BOAS LEITURAS!! 

 

 

 02_20_w.gif (6031 bytes)O saber não ocupa lugar

 

Ana Maria Magalhães (Lisboa, 14 de Abril de 1946) é uma escritora portuguesa de literatura infanto-juvenil. Esta escritora destacou-se pelos livros da colecção Uma Aventura, destinados a jovens, que tiveram grande sucesso.

Isabel Alçada nasceu em Lisboa, a 29 de Maio de 1950, é uma professora e escritora portuguesa.

Juntamente com Ana Maria Magalhães (escritora) escreveu, as histórias da colecção juvenil Uma Aventura, parceria essa que se iniciou em 1982. Frequentou o liceu francês Charles Lepierre, no ensino secundário. Em seguida, licenciou-se em Filosofia, na Faculdade de Letras de Lisboa. Depois de casar, ainda estudante, iniciou-se na vida profissional, a trabalhar no Centro de Formação e Orientação Profissional - Psicoforma.

 

Queres saber mais? Clica aqui

 



publicado por leraprenderecrescer às 21:24
Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Um Lobo, gravemente mordido pelos cães,  jazia deitado no chão. Como tinha fome e sede, pediu a uma Ovelha que lhe trouxesse água de um rio que corria ali perto. E acrescentou:

- Se me trouxeres de beber, eu próprio me encarregarei de encontrar de comer.

- Sim - respondeu-lhe a Ovelha. - Se eu te trouxer de beber, sem dúvida que eu própria serei o teu almoço.

 

Moral da história:
Não confies nos malvados, mesmo que pareçam ser bem-intencionados.

 

02_20_w.gif (6031 bytes)O saber não ocupa lugar

 

Esopo é um escritor grego lendário, que terá vivido na Antiguidade, ao qual se atribui a paternidade da fábula como género literário. As suas fábulas serviram como base para recriações de outros escritores ao longo dos séculos, como Fedro e La Fontaine.

 

Para saberes um pouco mais sobre a vida deste homem clica aqui.

 



publicado por leraprenderecrescer às 12:22
Quinta-feira, 06 de Novembro de 2008

 

A juventude é uma idade horrível que apreciamos apenas no momento em que sentimos saudade dela.
A. Amurri
 
A juventude é a paixão pelo inútil.
Jean Giono
 
Aos jovens, tudo o que imaginam parece-lhes realidades.
 
Jacques Bossuet
 
O que a juventude tem de melhor, é ser capaz de admirar sem compreender.
Anatole France
 
 O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu carácter.
Sócrates
 
 
Dança da Juventude de Pablo Picasso


publicado por leraprenderecrescer às 17:19
no Agrupamento de Escolas de Oleiros
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